quinta-feira, 25 de abril de 2013

Remédios e gestação: uma mistura perigosa




Falta de orientação na hora de tomar remédios pode comprometer a saúde e a vida da mãe e do bebê. Veja por que é preciso ter cautela para ingerir um simples comprimido


"Não tome remédio sem prescrição médica.Leia a bula." 

 De acordo com a pesquisa, 60% das entrevistadas simplesmente não haviam sido orientadas sobre o que poderiam usar em caso, por exemplo, de uma cólica. Com base na classificação da Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de medicamentos nos Estados Unidos, os princípios ativos são divididos em cinco grupos: A, B, C, D e X. Sendo o A composto por remédios que não oferecem risco algum e o X, por drogas que têm efeitos negativos para o bebê –vão do aborto a má-formação. No estudo, que foi a dissertação de mestrado da farmacêutica Andrea Fontoura, os resultados foram inquietantes: “A maioria das mães utilizava alguma substância dos grupos A e B e cerca de 14% fazia ingestão regular de remédios de risco C – muitos dos quais apresentaram efeitos que interferem no desenvolvimento do bebê, pelo menos em pesquisa com cobaias”, conta a farmacêutica.Você deve estar se perguntando quais são os remédios que entram em cada uma dessas categorias. E, ao contrário do que se imagina, nem todos os vilãos são medicamentos de tarja vermelha e preta. Analgésicos, remédios para gastrite, para micoses, e inclusive antitérmicos populares engordam esta perigosa lista. Até alguns complexos vitamínicos, bem recomendados a gestantes, quando apresentam excesso de iodeto de potássio entram para a categoria de risco C. “A gestante precisa interrogar seu ginecologista e procurar pelo farmacêutico na hora de comprar algo. Ambos profissionais estão aptos a orientá-la”. E, claro, nada de aceitar sugestões de remédios de amigas, o que funciona para um organismo pode produzir um efeito totalmente adverso a outro. “É preciso promover um uso racional de medicamentos”, defende Andrea Fontoura.
Quem já não escutou estas frases ao menos uma vez na vida? Embora elas sejam repetidas exaustivamente, as futuras mães brasileiras não estão dando a devida importância a estas recomendações. Foi o que constatou um estudo realizado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), da Universidade de São Paulo. A pesquisa envolveu 699 mulheres com mais de 30 semanas de gestação. 
 

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